- 02/02/2021
Com o verão a pleno vapor, temperaturas elevadas e muita gente ainda trabalhando em home office por causa da pandemia, fica difícil abrir mão do conforto do ar-condicionado, da água gelada ou mesmo do bom e velho ventilador. Se esse conforto, porém, não for controlado pesará na conta de energia elétrica e doerá muito no bolso do consumidor.
Distrito Federal – Com o verão a pleno vapor, temperaturas elevadas e muita gente ainda trabalhando em home office por causa da pandemia, fica difícil abrir mão do conforto do ar-condicionado, da água gelada ou mesmo do bom e velho ventilador. Se esse conforto, porém, não for controlado pesará na conta de energia elétrica e doerá muito no bolso do consumidor.
Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que no verão a conta de luz chega a ficar até 8,6% mais cara. Junte-se a isso o fato de que mais pessoas estão trabalhando de casa, pode-se estimar maior utilização de eletrodomésticos e o consequente aumento dos gastos com energia elétrica. Usar a energia elétrica de forma consciente também é cuidar do meio ambiente.
Eficiência energética
Para ajudar consumo racional de energia no País, o Inmetro criou o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que classifica os aparelhos de acordo com sua eficiência energética, auxiliando o consumidor a fazer uma compra mais consciente. Produtos classificados com a letra A são os mais eficientes. Dependendo do eletrodoméstico, essa classificação pode chegar a G para os menos eficientes, como é o caso de refrigeradores.
“O PBE permite que a sociedade como um todo conheça com adequado grau de confiança o consumo de energia dos produtos”, ressalta Danielle Assafin, coordenadora dos PBE de ar-condicionado e de refrigeradores.
Considerar informações das etiquetas do Inmetro nos eletrodomésticos é muito importante, mas mudanças sutis de hábito também podem evitar desperdícios e melhorar os gastos com energia elétrica.
Confira as dicas.
Ar-condicionado
Antes de comprar, calcule o efeito na economia de luz
Multiplique a energia consumida pelo aparelho em kWh (kilowatts hora) pela tarifa de energia praticada em cada região do País. A média nacional da tarifa residencial atual está em R$ 0,57. Assim, se o ar-condicionado consome, por exemplo, 600 kWh por ano, o gasto anual será 600×0,57, que resultará em R$ 342 por ano.
Na dúvida entre dois modelos, compare o consumo de ambos e dê preferência ao que consome menos energia. Eventualmente, se esse produto for um pouco mais caro, pode ser que a diferença de preço se pague ao longo dos meses pela economia na conta de luz.
Evite o abre e fecha de portas dos ambientes refrigerados.
Feche as janelas e isole bem o ambiente para que o ar frio não escape.
Cortina e toldos diminuem a incidência do calor do sol no ambiente, o que também contribui para o isolamento térmico do ambiente.
E não acredite no mito de que ao configurar o aparelho de ar-condicionado para 17ºC ele vai gelar o ambiente mais rapidamente. A velocidade de refrigeração será a mesma, com a diferença que o compressor do seu aparelho trabalhará mais até atingir a temperatura de 17ºC. O Inmetro recomenda manter a temperatura em 23ºC que, em geral, é de melhor trabalho do ar-condicionado.
